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Espinha Interna

O que é espinha interna e por que ela é diferente da acne comum - AVOZON

O que é espinha interna e por que ela é diferente da acne comum

A espinha interna é uma lesão inflamatória profunda que se forma nas camadas mais densas da pele, abaixo da superfície visível. Diferente das espinhas comuns — que apresentam uma "cabeça" branca ou amarelada —, a espinha interna se manifesta como um caroço doloroso, avermelhado e sem abertura externa, podendo ser sentida ao toque antes mesmo de ser vista.

Em termos dermatológicos, a espinha interna corresponde à acne nodular ou acne cística, as formas mais graves de acne vulgar. Sua formação segue um processo em cadeia: primeiro, ocorre a obstrução do folículo pilossebáceo por excesso de sebo e células mortas (hiperqueratinização). Em seguida, a bactéria Cutibacterium acnes, prolifera no ambiente anaeróbico do poro obstruído. Essa proliferação desencadeia uma resposta inflamatória intensa do sistema imunológico, formando um nódulo subcutâneo doloroso que pode levar semanas para se resolver (Tanghetti, 2013 — Journal of Investigative Dermatology).

A espinha interna é uma das formas de acne com maior potencial de deixar marcas permanentes na pele. Por isso, compreender o que a diferencia e como cuidar dela é fundamental para evitar cicatrizes desnecessárias.

Espinha interna vs espinha comum — entendendo as diferenças

Essa distinção é importante porque o manejo de cada tipo é completamente diferente. Enquanto uma espinha superficial pode se resolver rapidamente com cuidados básicos, a espinha interna exige paciência, produtos adequados e, em muitos casos, acompanhamento dermatológico.

Espinha Comum (pústula)

  • Localização: Superficial, na epiderme
  • Aparência: Ponta branca ou amarelada visível
  • Dor: Leve ou ausente
  • Tamanho: Geralmente menor que 5mm
  • Duração: Dias
  • Risco de cicatriz: Baixo

Espinha Interna (nódulo/cisto)

  • Localização: Profunda, na derme
  • Aparência: Caroço avermelhado sem abertura
  • Dor: Intensa, pulsante
  • Tamanho: Pode ultrapassar 1cm
  • Duração: Semanas a meses
  • Risco de cicatriz: Alto

Principais causas da espinha interna

A formação da espinha interna envolve quatro fatores que atuam em conjunto, criando o ambiente perfeito para a inflamação profunda:

Produção excessiva de sebo

As glândulas sebáceas, localizadas na base dos folículos pilosos, produzem uma substância oleosa chamada sebo. Quando essa produção é excessiva, estimulada por hormônios androgênicos, estresse ou predisposição genética, o excesso de oleosidade pode obstruir os poros.

Hiperqueratinização folicular

Normalmente, as células mortas da pele são eliminadas naturalmente. Na acne, esse processo falha: as células mortas se acumulam dentro do folículo pilossebáceo, formando um tampão que bloqueia a saída do sebo. Esse é o comedão, o estágio inicial de toda espinha.

Proliferação de Cutibacterium acnes

Com o poro obstruído, a bactéria Cutibacterium acnes encontra um ambiente ideal para se multiplicar, rico em sebo e com pouco oxigênio. Essa bactéria faz parte da flora normal da pele, mas em excesso se torna patogênica, conforme descrito por Dréno et al. (2018) no Journal of the European Academy of Dermatology and Venereology.

Resposta inflamatória profunda

O sistema imunológico reconhece a proliferação bacteriana e envia células de defesa para combatê-la. Essa resposta, quando intensa e localizada em camadas profundas da derme, forma o nódulo ou cisto característico da espinha interna — doloroso, inchado e sem saída para a superfície.

Espinha interna e acne hormonal na mulher adulta

Se você acreditava que espinhas eram coisa da adolescência, saiba que não está sozinha. A acne adulta feminina afeta entre 12% e 22% das mulheres entre 26 e 44 anos, segundo dados publicados no Journal of the American Academy of Dermatology (Perkins et al., 2011). E a forma mais comum nessa faixa etária é justamente a espinha interna.

As causas estão profundamente ligadas às flutuações hormonais que a mulher vivencia ao longo da vida adulta:

  • Ciclo menstrual: na fase lútea (pré-menstrual), os níveis de progesterona e androgênios aumentam, estimulando as glândulas sebáceas
  • Perimenopausa (40-55 anos): o declínio gradual do estrogênio, com manutenção relativa dos androgênios, cria um desequilíbrio que favorece a acne
  • Estresse crônico: o cortisol estimula diretamente a produção de sebo, sendo um dos gatilhos mais frequentes da acne hormonal adulta
  • Resistência insulínica: níveis elevados de insulina aumentam a produção de androgênios adrenais

Na mulher adulta, a acne hormonal tem um padrão reconhecível: concentra-se no terço inferior do rosto — queixo, mandíbula e linha do pescoço. As lesões são predominantemente profundas e inflamatórias. Reconhecemos que lidar com espinhas internas nessa fase da vida pode ser especialmente frustrante, mas é importante saber que existem cuidados eficazes.

Por que você nunca deve espremer uma espinha interna

Este talvez seja o conselho mais importante desta página: não esprema uma espinha interna. Nunca. Em nenhuma circunstância.

Sabemos que a tentação é grande, especialmente quando a espinha é dolorosa e visualmente incômoda. Mas espremer uma espinha interna é uma das piores decisões para a sua pele, e os motivos são fisiológicos, não apenas estéticos.

A espinha interna não possui abertura na superfície. Quando você pressiona uma lesão sem saída externa, o conteúdo inflamatório — composto por sebo, bactérias, pus e células mortas — não tem para onde ir senão para dentro. A pressão mecânica rompe a parede do folículo internamente, espalhando todo esse material para os tecidos saudáveis ao redor.

Os riscos documentados incluem:

  • Agravamento da inflamação: a lesão aumenta de tamanho e a dor se intensifica
  • Disseminação da infecção: a bactéria se espalha para folículos adjacentes, podendo gerar novas espinhas internas
  • Cicatrizes permanentes: atróficas (depressões) ou hipertróficas (elevações) que podem persistir por anos ou permanentemente
  • Hiperpigmentação pós-inflamatória: manchas escuras no local da lesão, especialmente em peles mais melanizadas
  • Celulite facial: em casos graves, a infecção pode atingir tecidos subcutâneos, exigindo tratamento com antibióticos sistêmicos

Estudo publicado no Dermatologic Surgery (Alam & Gladstone, 2001) demonstrou que a manipulação inadequada de lesões acneicas profundas é um dos principais fatores de risco para cicatrizes permanentes de acne.

O que acontece quando você espreme uma espinha interna

O processo é o oposto do que a maioria das pessoas espera. Ao pressionar um nódulo subcutâneo:

  • A cápsula que envolve o conteúdo inflamatório se rompe internamente
  • O material purulento se dispersa na derme profunda
  • A resposta imunológica se intensifica para combater a infecção agora espalhada
  • A área inflamada se expande — podendo dobrar ou triplicar de tamanho
  • O processo de cicatrização se torna significativamente mais longo e complexo

O resultado: uma lesão que poderia levar duas semanas para se resolver naturalmente passa a levar meses, frequentemente deixando cicatrizes e manchas que demandam tratamentos adicionais.

A melhor atitude diante de uma espinha interna é oferecer à pele as condições para que ela resolva a inflamação no seu tempo, com suporte de cuidados tópicos adequados.

Como tratar espinha interna de forma segura

O tratamento da espinha interna envolve uma abordagem em três frentes: cuidados tópicos com produtos adequados, hábitos que favorecem a resolução da inflamação e, quando necessário, acompanhamento dermatológico.

Não espremer é o primeiro e mais importante passo. A partir daí, uma rotina consistente de cuidados faz toda a diferença.

Limpeza facial adequada para pele com espinha interna

A limpeza da pele é a base de qualquer rotina para controle de acne, mas precisa ser feita corretamente. Lavar o rosto em excesso ou usar produtos agressivos é tão prejudicial quanto não lavar.

Recomendações fundamentais:

  • Lave o rosto duas vezes ao dia (manhã e noite) com um sabonete facial suave, sem sulfatos agressivos como SLS/SLES
  • Não esfregue a região inflamada: movimentos suaves e circulares são suficientes
  • Água morna, nunca quente: temperaturas elevadas removem a oleosidade protetora e estimulam as glândulas sebáceas a produzir mais sebo
  • Seque com toalha limpa, sem friccionar: pressione suavemente

O equilíbrio é essencial: a pele precisa estar limpa, mas não agredida. A Avozon oferece opções de limpeza facial formuladas sem ingredientes comedogênicos, respeitando a barreira cutânea da pele oleosa e acneica.

O papel dos óleos não-comedogênicos no tratamento

Um dos mitos mais persistentes sobre acne é que qualquer óleo piora o quadro. Essa generalização impede muitas pessoas de se beneficiarem de ingredientes com propriedades anti-inflamatórias e antimicrobianas comprovadas.

A verdade é que cada óleo vegetal possui um índice de comedogenicidade diferente. Óleos como o de coco (índice 4) podem de fato obstruir os poros. Mas o óleo de abacate possui índice baixo de comedogenicidade, sendo compatível com peles acneicas.

Além da baixa comedogenicidade, o óleo de abacate é rico em:

  • Ácido oleico: com propriedades anti-inflamatórias documentadas
  • Fitoesteróis: que auxiliam na reparação da barreira cutânea
  • Vitaminas A e E: antioxidantes que protegem contra danos oxidativos

Quando submetido ao processo de ozonização, o óleo de avocado ozonizado ganha propriedades antimicrobianas adicionais. Estudos demonstraram que óleos ozonizados possuem atividade contra Cutibacterium acnes e outros patógenos cutâneos (Guinoiseau et al., 2011 — Journal of Applied Biomedicine), além de estimularem processos de cicatrização tecidual.

Na prática, isso significa um produto que combate a inflamação e a proliferação bacteriana da espinha interna sem obstruir os poros — tudo em uma formulação clean beauty, sem parabenos nem petrolatos.

Sérum facial com ácido hialurônico — hidratação sem obstrução

A pele acneica também precisa de hidratação e essa é outra verdade que muitas pessoas desconhecem. Quando a pele está desidratada, as glândulas sebáceas aumentam a produção de sebo como mecanismo compensatório. Resultado: mais oleosidade, mais obstrução, mais espinhas. Um ciclo vicioso.

O ácido hialurônico é um dos poucos ingredientes unanimemente reconhecidos como não-comedogênicos. Ele é capaz de reter até 1.000 vezes seu peso em água, proporcionando hidratação profunda sem adicionar oleosidade à superfície da pele.

O Sérum Facial Booster Preenchedor 4 em 1 da Avozon combina ácido hialurônico com outros ativos em uma fórmula que hidrata, nutre e ajuda a manter a barreira cutânea íntegra, condição essencial para que a pele consiga resolver processos inflamatórios como a espinha interna de forma eficiente.

Espinha interna no rosto — por que certas regiões são mais afetadas

A localização da espinha interna no rosto pode oferecer pistas sobre suas causas. A dermatologia utiliza o conceito de "mapeamento facial" para correlacionar a região afetada com possíveis fatores desencadeantes:

Testa e nariz (zona T)

Região com maior concentração de glândulas sebáceas. A espinha interna aqui geralmente está relacionada à oleosidade excessiva, uso de cosméticos comedogênicos ou contato frequente com as mãos.

Queixo e mandíbula (terço inferior)

Padrão clássico da acne hormonal na mulher adulta. Se suas espinhas internas se concentram nessa região e pioram antes da menstruação, o componente hormonal é provável.

Bochechas

Frequentemente associada a fatores externos: tela do celular encostada no rosto (repleta de bactérias), fronhas trocadas com pouca frequência, ou hábito de apoiar o rosto nas mãos.

Identificar o padrão pode ajudar tanto no cuidado diário quanto na conversa com o dermatologista, caso a consulta se faça necessária.

Cuidados com a pele após a espinha interna — prevenindo manchas e cicatrizes

Mesmo quando a espinha interna se resolve sem ser espremida, a inflamação profunda pode deixar marcas. A hiperpigmentação pós-inflamatória — aquelas manchas escuras que ficam no lugar onde a espinha esteve — é o efeito residual mais comum, especialmente em peles mais melanizadas.

Para minimizar esse risco:

  • Proteção solar diária: radiação UV intensifica a hiperpigmentação. Use filtro solar mesmo em dias nublados
  • Não manipule a lesão em nenhuma fase: nem quando está inflamada, nem quando está em resolução
  • Mantenha a pele hidratada: a barreira cutânea íntegra cicatriza melhor
  • Ativos regeneradores: o óleo de avocado ozonizado possui propriedades que auxiliam na cicatrização tecidual e na recuperação da pele após processos inflamatórios

Para cicatrizes de acne já estabelecidas, como depressões ou marcas em relevo, existem tratamentos dermatológicos específicos que podem melhorar significativamente a textura da pele. Consulte um especialista para avaliar as melhores opções para o seu caso.

Perguntas Frequentes sobre Espinha Interna

Espinha interna dói muito — isso é normal?

Sim, a dor intensa é uma das características mais marcantes da espinha interna e existe uma explicação fisiológica para isso. Diferente das espinhas superficiais, que se formam próximas à superfície da pele, a espinha interna é uma lesão inflamatória profunda que se desenvolve nas camadas mais densas da derme, onde há grande concentração de terminações nervosas. Quando o folículo pilossebáceo fica obstruído em sua porção mais profunda, a bactéria Cutibacterium acnes prolifera no ambiente anaeróbico, desencadeando uma resposta imunológica intensa. O corpo envia células de defesa (neutrófilos e macrófagos) para combater a infecção, liberando mediadores inflamatórios como prostaglandinas e citocinas — substâncias que sensibilizam as terminações nervosas locais, conforme descrito em revisão publicada no Journal of Investigative Dermatology (Tanghetti, 2013). Essa inflamação profunda gera edema (inchaço) que pressiona os tecidos adjacentes, intensificando a sensação dolorosa. A dor tende a piorar ao toque, ao apoiar o rosto nas mãos ou ao deitar sobre o lado afetado. Por mais que a dor seja incômoda, ela é um sinal de que o sistema imunológico está atuando. A pior decisão nesse momento é tentar espremer: a pressão mecânica pode romper a parede do cisto internamente, espalhando a infecção e aumentando significativamente a dor e o tempo de resolução. Compressas mornas suaves (sem pressionar) e a aplicação de produtos com ação anti-inflamatória, como o óleo de avocado ozonizado, podem ajudar a aliviar o desconforto. Se a dor for muito intensa ou persistente, consulte um dermatologista.

Como tirar a espinha interna do rosto sem espremer?

A regra fundamental para lidar com espinha interna é: não espremer, em nenhuma circunstância. A espinha interna não possui abertura na superfície da pele, o que significa que a pressão mecânica não consegue expelir o conteúdo — em vez disso, empurra o material inflamatório para camadas ainda mais profundas, rompendo a parede folicular e espalhando a infecção. A abordagem correta envolve três frentes simultâneas. Primeiro, manter a rotina de limpeza com um sabonete facial suave, sem sulfatos agressivos, lavando o rosto duas vezes ao dia sem esfregar a região inflamada. Segundo, aplicar produtos com propriedades anti-inflamatórias e antimicrobianas que ajudem a acelerar a resolução natural da lesão. Óleos ozonizados têm demonstrado atividade contra Cutibacterium acnes em estudos laboratoriais publicados no Journal of Applied Biomedicine (Guinoiseau et al., 2011), além de propriedades anti-inflamatórias que podem reduzir o edema local. O óleo de avocado ozonizado da Avozon combina essas propriedades com a baixa comedogenicidade do óleo de abacate. Terceiro, manter a pele hidratada — pele desidratada produz mais sebo como mecanismo compensatório, agravando o ciclo da acne. O Sérum Facial Booster com ácido hialurônico oferece hidratação profunda sem obstruir os poros. Se a espinha interna persistir por mais de duas semanas ou for muito dolorosa, o dermatologista pode realizar drenagem profissional segura ou indicar tratamento medicamentoso específico.

Espinha interna pode virar cisto?

A espinha interna já é, em termos dermatológicos, uma forma de acne cística ou nodular — as formas mais graves de acne. O que popularmente chamamos de "espinha interna" corresponde ao que a dermatologia classifica como nódulo (lesão sólida, dolorosa, profunda, maior que 5mm) ou cisto (lesão profunda preenchida por material purulento encapsulado). Quando uma espinha interna não é tratada adequadamente ou quando é manipulada (espremida), ela pode de fato evoluir para um cisto maior e mais complexo. A manipulação mecânica rompe a parede do folículo, permitindo que o conteúdo inflamatório — composto por sebo, bactérias e células mortas — se espalhe pelos tecidos adjacentes, formando uma cavidade encapsulada maior. Em casos graves, múltiplos cistos podem se interconectar formando trajetos fistulosos, característica da acne conglobata, conforme descrito por Zouboulis et al. (2015) no British Journal of Dermatology. A boa notícia é que a maioria das espinhas internas se resolve espontaneamente quando tratada com cuidados adequados: limpeza suave, produtos anti-inflamatória não-comedogênicos e, principalmente, resistindo ao impulso de espremer. O óleo de avocado ozonizado pode auxiliar nesse processo por suas propriedades antimicrobianas e anti-inflamatórias. Se você perceber que as lesões estão aumentando, se multiplicando ou formando áreas endurecidas maiores, procure avaliação dermatológica para evitar cicatrizes permanentes.

Acne hormonal na mulher adulta — por que surge depois dos 30?

Muitas mulheres ficam frustradas ao descobrir que a acne não é exclusividade da adolescência. A acne hormonal adulta feminina é surpreendentemente comum e afeta entre 12% e 22% das mulheres entre 26 e 44 anos, segundo estudo epidemiológico publicado no Journal of the American Academy of Dermatology (Perkins et al., 2011). As causas estão diretamente ligadas às flutuações hormonais: ciclo menstrual (pico pré-menstrual), perimenopausa (declínio gradual de estrogênio com manutenção relativa de androgênios), síndrome dos ovários policísticos e estresse crônico (elevação do cortisol que estimula as glândulas sebáceas). Na mulher adulta, a acne hormonal tem padrão característico: concentra-se no terço inferior do rosto — queixo, mandíbula e pescoço — diferente da acne adolescente, que predomina na zona T. As lesões tendem a ser profundas, inflamatórias e dolorosas: justamente as espinhas internas. O impacto emocional também é significativo. A acne adulta pode afetar a autoestima e o bem-estar de mulheres que já enfrentam outras transformações corporais naturais da maturidade. Uma rotina de cuidados com a pele adaptada a essa realidade faz diferença. Produtos com ação anti-inflamatória e antimicrobiana, como os formulados com óleo ozonizado, podem ser aliados no controle da pele oleosa e inflamada. No entanto, quando a acne hormonal é persistente ou severa, a avaliação médica é fundamental para investigar causas subjacentes e considerar tratamentos sistêmicos.

Óleo no rosto piora a espinha interna?

Essa é uma das dúvidas mais comuns — e o mito de que qualquer óleo piora a acne impede muitas pessoas de se beneficiarem de ingredientes valiosos para a pele. A resposta depende inteiramente do tipo de óleo. Cada óleo vegetal possui um índice de comedogenicidade que varia de 0 (não-comedogênico) a 5 (altamente comedogênico). Óleos como o de coco (índice 4) e o de germe de trigo (índice 5) podem de fato obstruir os poros e agravar a acne. Por outro lado, óleos como o de abacate possuem índice de comedogenicidade baixo, sendo seguros para peles acneicas. Além da baixa comedogenicidade, o óleo de abacate é rico em ácido oleico, fitoesteróis e vitaminas A e E, que possuem propriedades anti-inflamatórias documentadas na literatura dermatológica. Quando submetido ao processo de ozonização, o óleo de avocado ozonizado ganha propriedades antimicrobianas adicionais — incluindo atividade contra a Cutibacterium acnes, a bactéria central na formação da espinha interna, conforme estudos publicados no International Journal of Pharmaceutical Sciences and Research. O óleo de avocado ozonizado da Avozon combina essas propriedades em uma formulação clean beauty, sem ingredientes que possam obstruir os poros. Existe ainda um paradoxo pouco discutido: quando a pele está desidratada, as glândulas sebáceas aumentam a produção de sebo como mecanismo compensatório. Hidratar adequadamente, com óleos não-comedogênicos ou com sérum à base de ácido hialurônico, ajuda a regular essa produção.

Quando devo procurar um dermatologista para espinha interna?

Embora muitas espinhas internas se resolvam com cuidados tópicos adequados e paciência, existem situações em que a avaliação dermatológica é indispensável. Procure um profissional quando: as espinhas internas são recorrentes (surgem todos os meses, especialmente associadas ao ciclo menstrual); as lesões são muito grandes (maiores que 1cm), extremamente dolorosas ou com sinais de infecção secundária (vermelhidão que se espalha, calor local, febre); há formação de cicatrizes (depressões ou elevações na pele após a resolução das lesões); o impacto emocional é significativo (ansiedade, isolamento social, queda da autoestima); ou quando já foram tentados cuidados tópicos por mais de 8 semanas sem melhora. O dermatologista pode oferecer tratamentos que não estão disponíveis sem prescrição, como antibióticos tópicos ou orais, retinoides, terapia hormonal (antiandrogênicos) e procedimentos como infiltração intralesional de corticoide — que pode resolver uma espinha interna grave em 24-48 horas. De acordo com as diretrizes da Sociedade Brasileira de Dermatologia, a acne nodularcística moderada a grave requer acompanhamento profissional para prevenir sequelas permanentes. Enquanto aguarda a consulta, mantenha a rotina de cuidados: limpeza suave, hidratação com produtos não-comedogênicos, proteção solar e, acima de tudo, não esprema as lesões. A linha de cuidados da Avozon — Sabonete Facial, Sérum Facial e Óleo de Avocado Ozonizado — pode compor sua rotina de manutenção enquanto você busca orientação especializada.

Referências Científicas

Tanghetti, E.A. (2013). The role of inflammation in the pathology of acne. Journal of Clinical and Aesthetic Dermatology, 6(9), 27-35.

Dréno, B. et al. (2018). Cutibacterium acnes (Propionibacterium acnes) and acne vulgaris: a brief look at the latest updates. Journal of the European Academy of Dermatology and Venereology, 32(S2), 5-14.

Perkins, A.C. et al. (2011). Acne vulgaris in women: prevalence across the life span. Journal of Women's Health, 21(2), 223-230.

Zouboulis, C.C. et al. (2015). Acne conglobata. British Journal of Dermatology, 172(S1), 44-48.

Alam, M. & Gladstone, H.B. (2001). Complications of acne treatment. Dermatologic Surgery, 27(5), 461-467.

Guinoiseau, E. et al. (2011). Antimicrobial activity of ozonated sunflower oil. Journal of Applied Biomedicine, 9(2), 1-11.

Zaenglein, A.L. et al. (2016). Guidelines of care for the management of acne vulgaris. Journal of the American Academy of Dermatology, 74(5), 945-973.

Sociedade Brasileira de Dermatologia (2019). Consenso Brasileiro de Acne. Anais Brasileiros de Dermatologia, 94(2 Suppl 1), S1-S18.